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RUA DE MADUREIRA SE TORNA PONTO DE CONSUMO DE CRACK


O GLOBO ON LINE
29 de julho de 2013



A Rua Leopoldino de Oliveira, em Madureira, cada vez mais ganha contornos de uma cracolândia a céu aberto. Na calçada em frente à garagem da fábrica da Piraquê, grupos de usuários, incluindo grávidas e crianças, se aglomeram para consumir a droga. Segundo o leitor que fez a denúncia ao Eu-Repórter, vários deles teriam vindo de favelas onde a venda do crack foi proibida, como a do Jacarezinho.


A concentração se dá a poucos metros da Rua Buriti, uma das principais vias de acesso ao Morro do Cajueiro. Na esquina com a Rua Leopoldino de Oliveira, o tráfico ocorre livremente, relata o leitor, que pediu para não ser identificado. E os compradores não são apenas os que se valem da rua para consumir o crack:


— Vem gente de táxi aqui buscar droga. Os carros da PM passam e ninguém faz nada — protesta.


A mesma calçada em que se consome o crack é usada como banheiro por seus usuários. Sob efeito da droga, eles também fazem sexo no local, relata o leitor. E, para conseguir alimentar o vício, praticam roubos. Segundo o leitor, a casa do número 114 da Rua Leopoldino de Oliveira foi invadida e praticamente desmontada pelos consumidores da droga:


— Porta, janela, maçaneta... O que der para vender, eles vendem. Um deles roubou uma calha de cobre do topo de um prédio para derreter e vender a um ferro-velho. Eles fazem o mesmo com fios roubados. O muro da fábrica está preto de tanto que queimam fio — descreve o leitor, que também relata roubos de celulares e cordões de pedestres que passam pelo local.


No período entre junho de 2011 e o mesmo mês deste ano, foram registrados 1.438 roubos a transeuntes na área da 29ª DP (Madureira), de acordo com dados do Instituto de Segurança Pública (ISP). Só no mês passado, foram 118 casos na região — quase quatro ocorrências por dia.


O delegado titular da 29ª DP, Rui Barbosa, disse que está ciente da situação na Rua Leopoldino de Oliveira. Há, inclusive, uma investigação em curso. De acordo com a Polícia Civil, “operações são realizadas constantemente para que sejam coletadas informações do local”. O 9º BPM (Rocha Miranda), responsável pelo patrulhamento da área, não respondeu ao GLOBO sobre como é feita a abordagem aos usuários de crack na rua de Madureira.


Responsável pelas ações de combate ao crack, a Secretaria municipal de Assistência Social (SMAS) informou que “monitora diariamente a região de Madureira por meio de equipes de assistentes e educadores sociais”. Segundo o órgão, “no caso de cracolândias como a do Cajueiro, as ações são realizadas com apoio de órgãos de segurança”, a última foi realizada no dia 20. A SMAS disse ainda que manterá as ações de combate ao crack em Madureira. Tal garantia, entretanto, pode não ser o suficiente, de acordo com o leitor:

— Tiram os usuários num dia, no outro está todo mundo de volta.


Em pouco mais de um ano, quase cinco mil acolhimentos


Desde o dia 31 de março de 2011, quando a prefeitura deu início às operações conjuntas com órgãos de segurança para o combate ao crack, foram realizadas 94 ações nas principais áreas de consumo da droga da cidade. Ao todo, foram 4.706 acolhimentos, somando 4.043 adultos e 663 crianças e adolescentes.


Na quinta (26), o GLOBO mostrou que usuários de crack consomem a droga livremente no Viaduto Engenheiro Edno Machado, em Ramos, às margens da Avenida Brasil e próximo à Favela Parque União. Um dia antes, 66 usuários foram acolhidos pela SMAS na região do Jacarezinho


 

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