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A IMPORTÂNCIA DO DIÁLOGO


Texto: Pastor Derly Neves

 

Prezados pais, aqui estamos de volta para continuar falando acerca da importância da família na vida do ser humano, particularmente do adolescente e do jovem. Embora estejamos conscientes de que a comunicação abrange uma variada gama de atitudes, que vão desde a palavra ou diálogo até os pequeninos gestos e expressões fisionômicas, estaremos neste artigo nos detendo especificamente no diálogo.

 

O diálogo tem uma importância marcante no relacionamento familiar. Quando não há diálogo, as dúvidas e as incompreensões vão, pouco a pouco, destruindo a unidade da família. É neste clima que o filho ou filha busca fora de casa um grupo para dialogar. Precisa, portanto, haver um diálogo franco, sadio e permanente entre os pais e entre pais e filhos. Uma vez que consideramos o valor do diálogo na família, vejamos, agora, as atitudes que dificultam o diálogo.

 

O MONÓLOGO
É o oposto do diálogo. Como a própria palavra indica, diálogo pressupõe a alternância das ações de falar e ouvir. Se os pais falam o tempo todo não dando direito aos filhos de falarem, não está havendo diálogo. Isto é por causa de um preconceito que os pais têm de que os filhos, por motivos de menos idade, não sabem nada e não têm experiência da vida.

 

Quando os filhos são pequeninos, os pais gostam tanto de ouvi-los. Pedem para que eles repitam suas estórias repletas de gaguejos e mímicas. Riem. Elogiam. Ouvem-nos orgulhosamente. E agora? Por que não os deixam falar? Antes não sabiam falar e os pais faziam questão de ouvi-los. Agora que sabem falar tão bem os pais negam-lhes este direito.

 

Não era para os pais se orgulharem destes filhos e ouvi-los prazeirosamente mesmo que esbocem argumentos débeis e inconsistentes?! Não podemos inibi-los ridicularizando suas idéias ou impedindo-os de falarem.

 

Existem adolescentes extrovertidos e falantes. Se deixarmos falam o tempo todo. Isto não é totalmente mal. Ouvindo-os, sabemos o que eles pensam e assim poderemos orientá-los melhor. Por isso muitos pais dizem: "já sei o que ele vai dizer." O filho se cala e vai procurar fora de casa quem valorize suas idéias. Vai ouvir também coisas terríveis. E a Bíblia diz que as más conversações corrompem os bons costumes.

 

A MANIA DE CRITICAR
Até certa idade você elogiava seu filho para todo mundo. Lembra-se? E agora? Só críticas, só reprimendas. Esta mudança chega a traumatizar os filhos fazendo-os achar que estão sendo rejeitados. Há pais que só se dirigem aos filhos para chamar-lhes a atenção, para passar-lhes um sermão. Procuram depois argumentar dizendo: "estou fazendo isto para o bem deles". Sim, concordo que esta seja a intenção. Mas, com este método, estão causando mais mal do que bem.

 

A FALTA DE TEMPO
Muitos alegam falta de tempo para dialogar com seus filhos. Dizem estar muito ocupados. No entanto, ficam até altas horas da noite no bar com os amigos. Outros mergulham excessivamente no trabalho. Sabe o que isto significa para seu filho? Ele entende que lazer, cerveja, amigos e trabalho são mais importantes para você do que ele como filho.

 

O BOM DIÁLOGO
Vejamos, agora, como manter um bom diálogo com os filhos:

 

Pense bem antes de falar e verifique se seus argumentos estão alicerçados em preconceitos infundados ou em raciocínios aceitáveis. Não seja radical e intransigente.
Reconheça que seus filhos são seres humanos normais, que pensam e que têm direito de expressar seus pensamentos, mesmo que sejam diferentes dos seus como pai ou mãe. Tente disciplinar-se na arte de ouvir. Lembre-se que nesta idade os filhos são bastante sarcásticos e irritantes. Vocês, pais, é que devem demonstrar sabedoria e não se deixarem levar pelo jogo de seu filho.

 

Começe o diálogo falando coisas amenas. Não começe com reprimendas ou assuntos polêmicos. Mostre-se amistoso. Sorria amigavelmente. Procure fazer com que seus filhos se sintam bem conversando com você. Elogie-os em alguma coisa. Incentive-os em alguma habilidade em que eles se destaquem, como arte, música e esporte.

 

Elogie o porte físico deles. Seja cavalheiro com sua filha e respeite seu filho. Não os repreendam perto de seus amigos(as) ou namoradas(os). Ouça-os atentamente mesmo que o assunto não lhe seja muito interessante.

 

Se precisar repreendê-los não o faça com palavras ofensivas. Começe com algum elogio. Exemplo: "Meu filho, você tem demonstrado ser um rapaz de bons princípios. Não entendi por que agiu daquela forma ontem à noite".

 

Numa polêmica entre você e seus filhos não imponha sua opinião. Busque o consenso amigavelmente. Não desista deste método.

 

Não queira ensinar sempre. Seja humilde e demonstre que está aprendendo com eles também.

 

Não se esqueça. O diálogo construtivo é um canal aberto entre você e seus filhos pelo qual passará boas influências nos dois sentidos. Não são apenas os pais que ajudam a moldar a personalidade dos filhos. Os filhos também ajudam a aperfeiçoar o caráter dos pais.

 

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