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POR QUE OS JOVENS USAM DROGAS?


Texto: Pastor Derly Neves

 

Caros pais,

 

A necessidade de esclarecimento aos pais decorre do fato de que a maioria dos casos de dependência química tem como causa algum problema de família, de criação ou omissão dos pais.

 

Ainda que o objetivo central deste artigo seja uma conversa amiga aos pais sobre a família e um relacionamento sadio com os filhos, precisamos, para esclarecer, relacionar alguns fatores que contribuem para que um jovem se envolva com o consumo de drogas. Os fatores podem ser classificados em quatro ordens: Fatores de ordem genética, fatores de ordem familiar, fatores de ordem psicológica e fatores de ordem sociológica.

 

FATORES DE ORDEM GENÉTICA
Pesquisas científicas recentes mostraram que pessoas cujas células cerebrais (neurônios) tem alguma deficiência no uso da dopamina, endorfina e serotonina (neurotransmissores responsáveis pela sensação do prazer), são mais propensas à desenvolver dependência química e outras compulsões (comida, jogo, sexo, etc). Elas teriam tendência a procurar com mais freqüência atividades ligadas ao prazer, de modo a compensar a insuficiência orgânica de produzir essas sensações. Em resumo, existem indivíduos que nascem com o cérebro deficiente na produção de sensações do prazer e, por isso, sentem maior necessidade de procurar estímulos artificiais para produzir esse prazer, principalmente as drogas.

 

FATORES DE ORDEM FAMILIAR, PSICOLÓGICA E SOCIOLÓGICA
Os fatores de ordem psicológicas giram basicamente em torno de problemas muito íntimos e pessoais. Pessoas com complexo de culpa para amenizar a consciência se afogam nas drogas. Outras com complexo de inferioridade e muito introvertidas vêem nas drogas o escape que as torna eufóricas e corajosas. Neste caso estão buscando auto-afirmação. Estes são apenas dois exemplos de fatores de ordem psicológicas. Existem muitos outros como crises depressivas, problemas nervosos que de orgânicos evoluem para psicológicos, etc.

 

Os de ordem social são os decorrentes do relacionamento do indivíduo com grupos sociais. Grupos sociais como a "gang" do bairro, a turma da rua, da escola, do trabalho, etc, exercem grande influência sobre a pessoa. Os grupos sociais exercem pressão sobre o indivíduo, levando o mesmo a fazer coisas que pessoalmente julgam erradas. No grupo, porém, ele assume a personalidade média dos colegas e, às vêzes, até extrapola. É um garoto que começa a fumar porque naquele grupo quem não fuma "não é homem". É a mocinha que vai para o apartamento do namorado porque isto lhe dá um "status" de liberal e modernismo, e ela quer ter o que contar às amigas e não quer parecer antiquada. Com as drogas acontece o mesmo mecanismo.
Fatores de ordem FAMILIAR

 

Todo ser humano é essencialmente um ser social, isto é, depende do relacionamento com outros seres humanos. Nascemos da associação (social) do masculino com o feminino. Devemos viver em condições normais em uma família e, até à morte, viveremos sempre em interação com outros seres humanos, quer queiramos quer não. Todas as pessoas têm algumas necessidades básicas que precisam ser supridas: necessita de afeto (amor), aceitação, reconhecimento (incentivo), segurança (aqui enumeramos alimentação, moradia, saúde, proteção, etc) e uma boa auto-imagem. É na família, desde pequeno, que espera-se, sejam supridas todas estas necessidades. Quando o indivíduo está em défict (falta), nestas necessidades, podem surgir distúrbios orgânicos e psicológicos e contribuir para a formacão de uma personalidade problemática. Vejamos alguns destes problemas familiares.

 

EDUCAÇÃO DEFICIENTE DOS PAIS
A educação deficiente dos pais leva-os a educar erradamente seus filhos e a servirem de mau exemplo.

 

EDUCAÇÃO MAL ORIENTADA DOS FILHOS
Uma criação excessivamente mimada faz a pessoa se achar o dono do mundo e muito egocêntrica, superior aos outros. A criança excessivamente reprimido, criticada ou ignorada (alheamento) fica prejudicada na formação de sua auto-imagem, tornando-se, portanto, revoltada ou complexada.

 

PAIS DESAJUSTADOS
Gera um clima de insatisfação na família, insegurança e vergonha nos filhos.

 

MÁ COMUNICAÇÃO
Quando os pais agridem seus filhos com palavras chamando-os de mentirosos, ordinários, chama a filha de sem vergonha, afirma que o filho não vai nunca conseguir nada na vida, estão, na verdade, condicionando-os a serem exatamente o que se diz a respeito deles. Estão contribuindo para a formação de uma auto-imagem negativa, levando à auto-rejeição podendo culminar com o suicídio.

 

PAIS DOMINADORES
Não aceitam a individualidade dos filhos prejudicando, assim, a formação de sua personalidade. Querem decidir pelos filhos sufocando a iniciativa pessoal deles.

 

Todos estes problemas acarretam desequilíbrio psicológico, criação de um mundo ilusório e imaginário como fuga, atitude hostil para com a vida e refúgio em drogas. Todas estas atitudes são métodos errados de auto-afirmação.

 

Terminando, apelo aos pais para que se conscientizem da grande responsabilidade que possuem diante de Deus e a sociedade na educação dos filhos. É compensador quando os pais são bem sucedidos na educação dos filhos. Sua vida e exemplo são neles reproduzidos.

 

Despeço-me com dois versículos da Bíblia. "Ensina a criança o caminho que deve andar e quando for velho não se desviará dele" (Provérbios 22.6), e "vós pais criai-os na doutrina e admoestação do Senhor" (Efésios 6.4).

 

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Todos os sábados, às 19 horas