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RELATÓRIO DA ONU INDICA CRESCIMENTO DO ECSTASY DE QUINTAL


O Globo On Line, junho de 2009
Texto de Marco Antonio Soalheiro

 

 

A produção e o uso de de drogas sintéticas (e ilícitas) cresceram nos últimos anos nos países em desenvolvimento, dentro de um processo em que a fabricação artesanal se transformou em negócio de grande amplitude. A conclusão é do Relatório Mundial sobre Drogas 2009, lançado hoje (24) pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc). A pesquisa indica que o mercado global de cocaína, ópio, morfina, heroína e maconha está estável ou em declínio. A maconha segue como a droga mais cultivada e consumida em todo o mundo.

 

As apreensões de ecstasy dispararam no Brasil em 2007, quando foram interceptados pelas autoridades mais de 211 mil unidades. Em 2006, apenas 11.648 unidades tinham sido apreendidas. O salto nos números fez o Brasil entrar na lista dos 22 países com maiores apreensões de substâncias do grupo ecstasy.

 

Em 2008, a Polícia Federal (PF) brasileira desmantelou o primeiro laboratório clandestino de ecstasy do país, no Paraná. A maior parte dos comprimidos consumidos no Brasil, porém, é originada da Europa. Países da União Europeia são apontados no relatório como principais fornecedores de ecstasy e o Canadá como principal eixo de tráfico no continente americano.

 

Em fevereiro de 2009, a PF prendeu 55 pessoas no Brasil integrantes de uma quadrilha internacional de drogas. Jovens de classe média levavam cocaína da América do Sul para a Europa e aproveitavam para, na volta, trazer ecstasy a ser vendido no Brasil. Na América Latina, o relatório menciona um crescimento de consumo de ecstasy principalmente entre os jovens das áreas urbanas.

 

O documento ressalta que, no Sudeste Asiático, laboratórios de porte industrial passaram a produzir em massa comprimidos de metanfetaminas, crystal meth (ice) e de susbstâncias como a quetamina.

 

O uso de anfetamina aumentou significativamente no Oriente Médio. Somente a Arábia Saudita apreendeu em 2007 um terço de todas as substâncias desse grupo no mundo, superando a soma entre as apreensões chinesas e americanas.

 

O Brasil apresentou no mesmo ano o terceiro maior índice estimado de uso de estimulantes do tipo anfetamina no mundo. Entre 2001 e 2005, o uso dessas substâncias na população geral das áreas urbanas do país mais que dobrou, passando de 1,5% para 3,2%. Substâncias como anfepramona e fenoproporex estão presentes em remédios para emagrecer, usadas como inibidores de apetite.

 

 

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